"People would say to me, 'I'm not sure I can hire you,
I'm not sure what you're doing. What is your style?'
I was mortified and thought I was never going to
make a living as a photographer."
Solve Sundsbo nasceu na Noruega em 1970 e mora em Londres desde 1995. Já trabalhou para grifes como Chanel, Cartier, Dior, Dolce & Gabbana, Hermès, H&M, Levis, Nike e Yves Saint Laurent. Além de fazer editoriais para revistas, como Another, Dazed and Confused, i-D, Interview, Vogue, Numero, NYTimes, Visionaire e V. Na musica, ele já se aventurou fazendo algumas capas de CD, como a do “A Rush of Blood to the Head”, para o Coldplay.
Sem um estilo definido, usa diversas técnicas em suas fotos, que costumam ser bastante provocativas à imaginação. Elas também carregam um alto teor de Pop Art e sentimento e ele consegue trazer as fotos um ar retro, mas ao mesmo tempo contemporâneo e marcante. Em minha opinião, o melhor editorial que ele já fotografou foi o “The Girl From Atlantis”, em homenagem a Alexander McQueen.
2010 começou: um novo ano, uma nova década. Há 120 anos vivíamos o nosso primeiro ano totalmente inseridos na República e, de lá para cá, muitas mudanças aconteceram. Uma delas foi a eleição de um presidente vindo das massas, um ex-lider sindical, que indicava um novo caminho na história brasileira, apesar de alguns discordarem. Entretanto, independente de quem governa, problemas do passado ainda continuam, atrapalham o progresso e precisam acabar.
Elites ainda dominam o governo; políticos roubam sem pensar duas vezes e não são punidos; a falta de educação impede que se forme uma população culta, que seja criativa e que tenha autonomia no pensamento; falta saneamento básico, moradia, saúde e educação para a maioria da população e isso, entre outros problemas, acontece devido à falta de planejamento político na criação de projetos eficazes e na realização deles.
Há também a falta de recursos que muitos políticos gostam de usar como desculpa que, de uns tempos para cá, tem entrado em desuso. O Brasil tem crescido muito economicamente e o maior volume de capital abriu espaço para que víssemos um problema que, até então, tinha uma razão de existir. O grande volume de impostos que, no passado, serviam para aumentar as riquezas, hoje atrapalham o nosso desenvolvimento.Temos urgentemente que melhorar nosso sistema fiscal, que exige demais de uma pequena parcela da população.
Eliminar ou coibir a corrupção com a aplicação das punições já existentes seria o primeiro passo para melhorar a situação do país. Depois, seria necessário uma reforma no sistema fiscal, pois só assim atrairíamos mais investimentos que garantiriam a execução de todas as mudanças sociais que precisamos. 2010 é um ano de eleições e é de se esperar que o nosso novo governante tenha em vista esses aspectos, se quiser realmente manter o Brasil estável e com um bom desenvolvimento.
Um mês peculiar. Um recorde nas postagens do blog, imagens que fogem do padrão aqui e no real, o fim do ano e até que ponto o conteúdo de tudo foi bom?
Definitivamente 2009 foi um ano que encerrou ciclos, tanto na minha vida pessoal quanto no mundo. É o fim da década, o fim do meu ciclo no ensino médio. Conflitos sangrentos povoaram o mundo nesse século e talvez só não sejam tão cruéis quanto, por exemplo, às duas Guerras Mundiais ou o nazismo, mas são terríveis por ainda trazerem a intolerância como aspecto comum: atentados terroristas de um modo geral, a continua guerra no Oriente Médio, a guerra entre Sunitas e Xiitas, 2009 como o ano mais violento no Afeganistão, os ataques xenófobos na China e isso só para citar algumas coisas, que também tem em comum o fato de não terem um prazo visível de fim, assim como as minhas guerras pessoais.
2009 também foi um ano de morte de pessoas famosas, como a do cantor Michael Jackson, do atorHeathLedger e da atrizBrittany Murphy, que trouxeram um pouco mais de foco à discussão sobre consumo de drogas e de medicamentos. Bem, não sou viciada em calmantes, remédios e outras substâncias ilícitas, mas tenho vícios que me matam, cada um à sua forma. Além disso, também perdi pessoas importantes esse ano, que ainda estão bem vivas, mas que me abandonaram ou que tive de abandonar. Preferia que elas tivessem morrido, pois ai, quem sabe, o sofrimento seria menor.
Outra coisa muito em foco na década foi o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável. Muitas discussões aconteceram, mas nenhum projeto conciso foi feito e a esperança para um acordo sobre o tema foi lançado para o Cop-16, no México. Minhas discussões também não resultaram em nada além de cansaço e, no final, há também apenas uma esperança para 2010: passar da USP. Espero que a conferência do clima seja mais proveitosa do que o meu rendimento na segunda fase, que provavelmente será pífio.
Além de tudo, ainda teve a crise financeira, que não me afetoudiretamente, pois eu nunca tive dinheiro, mas afetou todos os países e até a minha família, mesmo ela sendo considerada uma marolinha. Provavelmente nós não passamos tantas privações quanto outras famílias, mas crise é sempre crise e sendo mundial, atinge a todos, em menor ou maior escala.
Foi um ano difícil e com poucas coisas para se levar de bom e isso provavelmente não irá melhorar em 2 dias, prazo para o ano acabar, e por isso a antecedência dessa retrospectiva. Desejo que o mundo tenta um 2010 melhor e mais proveitoso, pois ainda tenho esperanças, afinal, ele tem mais chances de melhorar do que eu.