domingo, 13 de dezembro de 2009

Conto I – Continuação.






      Abandonada por seu leão, a flor ficou mal. Sofreu em silencio por dias, mas logo arrumou outros animais para usar: lobos, cachorros, corujas, gatos.. todos burros em sua essência, fáceis como o leão, mas mesmo assim não eram ele, pois faltava alguma coisa, mesmo que ela negasse.
      A flor, que jurava que não correria atrás, correu novamente na direção das garras do Leão. Voltou para a mesma situação, mas numa rotina muito mais triste. Ela sentia falta dos velhos tempos de alegria e das velhas companhias que haviam sido levadas e que nunca mais voltariam. Seu lado sentimental vinha à tona, mas a flor, teimosa, não iria se deixar abater por aquilo.
      Não havia como voltar no tempo: as velhas companhias seriam cada vez mais velhas, o leão não voltaria a ser o que foi e ela não podia olhar para trás. Por mais que não parecesse e por mais que a flor relutasse, seu presente e seu futuro haviam mudado e ela teria que se dedicar a sua nova rotina.
      Olhando para frente, ela seguiu, foi se preparar para o seu futuro. Levou consigo suas dores, alegrias e seu maior amor: frustrado e provavelmente o único realmente verdadeiro. Era absurdamente difícil seguir com aqueles fardos, segredos, desconfianças, mas no fim, a flor seria sempre a flor. Animais não mudam, muito menos as plantas e a flor, a rosa, sabia fazer seus espinhos ferirem.
      Apesar da aparência de forte, ela ainda não estava preparada. Ainda restavam duvidas sobre se seus planos dariam certo e ela não sabia se conseguiria viver sem o Leão. Entretanto, a flor sabia que, nesse momento, ela tinha que focar no que fazer para tornar seus sonhos reais. Era sua obrigação, sua salvação.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Um dia de glória?





  Nessa sexta abafada e monótona, comigo imersa no desespero de como começar a estudar, decido passar o antivírus no computador. Começo essa árdua tarefa e surge um aviso: o AVG havia detectado um vírus. Eu, surpresa, cliquei no botão para removê-lo, mas outro aviso apareceu: erro, o vírus já foi removido. Nesse instante, olho as janelas do Avira e noto que uma está piscando: um vírus acabara de ser excluído.

  Pois é, não foi dessa vez que o AVG se mostrou eficiente.. e eu me pergunto porque ainda o tenho no computador.

Conto I [repostando]

 [repostando porque o primeiro não abre.]



A flor estava lá, mas o leão não parecia mais se importar. Ele fazia seu show, seus desejos eram atendidos, falava o que queria e a flor, calada, aguardava. Sutilmente ela mostrava o que sentia e o leão só mostrava os erros. Sim, eles eram diferentes. Sim, eles não falavam a mesma língua. Mas isso não era o empecilho na selva em que viviam.
Um dia a flor rugiu e o leão seguiu indiferente. Enquanto ela rugia, ele se enfeitava, sua aparência devia sempre estar impecável, e ele não aguentava ouvir nada que ia contra seu ego. Aquilo não era nada para ele. Aquilo era só mais um jogo que ele estava cansado de jogar.
O leão saiu forte com seus amigos.. mas e a flor?