terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Retrospectiva 2009


Um mês peculiar. Um recorde nas postagens do blog, imagens que fogem do padrão aqui e no real, o fim do ano e até que ponto o conteúdo de tudo foi bom?

Definitivamente 2009 foi um ano que encerrou ciclos, tanto na minha vida pessoal quanto no mundo. É o fim da década, o fim do meu ciclo no ensino médio. Conflitos sangrentos povoaram o mundo nesse século e talvez só não sejam tão cruéis quanto, por exemplo, às duas Guerras Mundiais ou o nazismo, mas são terríveis por ainda trazerem a intolerância como aspecto comum: atentados terroristas de um modo geral, a continua guerra no Oriente Médio, a guerra entre Sunitas e Xiitas, 2009 como o ano mais violento no Afeganistão, os ataques xenófobos na China e isso só para citar algumas coisas, que também tem em comum o fato de não terem um prazo visível de fim, assim como as minhas guerras pessoais.

2009 também foi um ano de morte de pessoas famosas, como a do cantor Michael Jackson, do ator Heath Ledger e da atriz Brittany Murphy, que trouxeram um pouco mais de foco à discussão sobre consumo de drogas e de medicamentos. Bem, não sou viciada em calmantes, remédios e outras substâncias ilícitas, mas tenho vícios que me matam, cada um à sua forma. Além disso, também perdi pessoas importantes esse ano, que ainda estão bem vivas, mas que me abandonaram ou que tive de abandonar. Preferia que elas tivessem morrido, pois ai, quem sabe, o sofrimento seria menor.

Outra coisa muito em foco na década foi o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável. Muitas discussões aconteceram, mas nenhum projeto conciso foi feito e a esperança para um acordo sobre o tema foi lançado para o Cop-16, no México. Minhas discussões também não resultaram em nada além de cansaço e, no final, há também apenas uma esperança para 2010: passar da USP. Espero que a conferência do clima seja mais proveitosa do que o meu rendimento na segunda fase, que provavelmente será pífio.

Além de tudo, ainda teve a crise financeira, que não me afetou diretamente, pois eu nunca tive dinheiro, mas afetou todos os países e até a minha família, mesmo ela sendo considerada uma marolinha. Provavelmente nós não passamos tantas privações quanto outras famílias, mas crise é sempre crise e sendo mundial, atinge a todos, em menor ou maior escala.

Foi um ano difícil e com poucas coisas para se levar de bom e isso provavelmente não irá melhorar em 2 dias, prazo para o ano acabar, e por isso a antecedência dessa retrospectiva. Desejo que o mundo tenta um 2010 melhor e mais proveitoso, pois ainda tenho esperanças, afinal, ele tem mais chances de melhorar do que eu.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Por um mundo mais igual?





  Sempre falamos da importância de criar adaptações para deficientes em, por exemplo, ônibus, ruas e locais de trabalho e lazer, entretanto, esquecemos de mencionar as pequenas coisas do dia a dia.
  Um exemplo são os jogos de computador. Daltônicos reclamaram que o jogo "Call of Duty: Modern Warfare 2" é excludente devido ao fato de usar as cores verde e vermelho para mostrar, respectivamente, os aliados e inimigos do jogador. Por conta disso, os jogadores estão fazendo um abaixo assinado para que aja um menu de cores que permita que eles joguem sem serem prejudicados.

  Link para assinar o abaixo assinado: http://www.petitiononline.com/hodsey77/petition.html

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u667653.shtml

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

domingo, 13 de dezembro de 2009

Conto I – Continuação.






      Abandonada por seu leão, a flor ficou mal. Sofreu em silencio por dias, mas logo arrumou outros animais para usar: lobos, cachorros, corujas, gatos.. todos burros em sua essência, fáceis como o leão, mas mesmo assim não eram ele, pois faltava alguma coisa, mesmo que ela negasse.
      A flor, que jurava que não correria atrás, correu novamente na direção das garras do Leão. Voltou para a mesma situação, mas numa rotina muito mais triste. Ela sentia falta dos velhos tempos de alegria e das velhas companhias que haviam sido levadas e que nunca mais voltariam. Seu lado sentimental vinha à tona, mas a flor, teimosa, não iria se deixar abater por aquilo.
      Não havia como voltar no tempo: as velhas companhias seriam cada vez mais velhas, o leão não voltaria a ser o que foi e ela não podia olhar para trás. Por mais que não parecesse e por mais que a flor relutasse, seu presente e seu futuro haviam mudado e ela teria que se dedicar a sua nova rotina.
      Olhando para frente, ela seguiu, foi se preparar para o seu futuro. Levou consigo suas dores, alegrias e seu maior amor: frustrado e provavelmente o único realmente verdadeiro. Era absurdamente difícil seguir com aqueles fardos, segredos, desconfianças, mas no fim, a flor seria sempre a flor. Animais não mudam, muito menos as plantas e a flor, a rosa, sabia fazer seus espinhos ferirem.
      Apesar da aparência de forte, ela ainda não estava preparada. Ainda restavam duvidas sobre se seus planos dariam certo e ela não sabia se conseguiria viver sem o Leão. Entretanto, a flor sabia que, nesse momento, ela tinha que focar no que fazer para tornar seus sonhos reais. Era sua obrigação, sua salvação.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Um dia de glória?





  Nessa sexta abafada e monótona, comigo imersa no desespero de como começar a estudar, decido passar o antivírus no computador. Começo essa árdua tarefa e surge um aviso: o AVG havia detectado um vírus. Eu, surpresa, cliquei no botão para removê-lo, mas outro aviso apareceu: erro, o vírus já foi removido. Nesse instante, olho as janelas do Avira e noto que uma está piscando: um vírus acabara de ser excluído.

  Pois é, não foi dessa vez que o AVG se mostrou eficiente.. e eu me pergunto porque ainda o tenho no computador.

Conto I [repostando]

 [repostando porque o primeiro não abre.]



A flor estava lá, mas o leão não parecia mais se importar. Ele fazia seu show, seus desejos eram atendidos, falava o que queria e a flor, calada, aguardava. Sutilmente ela mostrava o que sentia e o leão só mostrava os erros. Sim, eles eram diferentes. Sim, eles não falavam a mesma língua. Mas isso não era o empecilho na selva em que viviam.
Um dia a flor rugiu e o leão seguiu indiferente. Enquanto ela rugia, ele se enfeitava, sua aparência devia sempre estar impecável, e ele não aguentava ouvir nada que ia contra seu ego. Aquilo não era nada para ele. Aquilo era só mais um jogo que ele estava cansado de jogar.
O leão saiu forte com seus amigos.. mas e a flor?